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05/08/2018

Clima e histórico para escolher a semente de soja

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A escolha das cultivares de soja para a próxima safra deverá ganhar relevância ainda maior entre os produtores gaúchos — por causa da lembrança fresca das diferenças de produtividade entre o norte e o sul do Estado no último ciclo, marcado por adversidades climáticas. Diante de uma previsão ainda incipiente de El Niño fraco, a recomendação técnica é de que o agricultor compare os resultados de ensaios nos últimos anos para uma tomada de decisão técnica, e não baseada no achismo: “ É importante conhecer o histórico das cultivares testadas dentro de cada microrregião, buscando o máximo de informações” — ressaltou Kassiana Kehl, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Fundação Pró-Sementes, durante divulgação do desempenho de cultivares de soja indicadas para o Rio Grande do Sul, realizado em parceria com a Federação da Agricultura no Estado (Farsul).

O estudo, executado em diferentes regiões agrícolas, apontou as variedades mais produtivas na última safra, em análise que envolveu as 43 cultivares mais comercializadas. Cerca de 80%são materiais com a tecnologia Intacta — segunda geração de soja transgênica desenvolvida pela Monsanto, hoje pertencente à Bayer. 

O estudo mostrou amplitude de produtividade determinada pela escolha da cultivar. No município de Santo Augusto, no noroeste do Estado, o máximo de rendimento obtido foi de 91 sacas por hectare e o mínimo de 67 — uma diferença de 24 sacas por hectare. “Significa dizer que a escolha equivocada resultou em uma perda de quase R$ 2 mil por hectare, a preços atuais da soja. Por isso, o ideal é fazer escalonamento entre diferentes cultivares” — disse Kassiana. 

A perspectiva de El Niño fraco na próxima safra deverá ser levada em consideração na hora da tomada de decisão.  A preocupação é justificada pelo histórico: duas grandes secas no Estado, em 2012 e 2005, ocorreram justamente sob a influência de El Niño fraco, lembra Elmar Konrad, vice-presidente da Farsul. 

Para a próxima safra de soja, a expectativa da entidade é de leve aumento da área de soja cultivada no Rio Grande do Sul _ motivada especialmente pelas oportunidades de mercado gerada são produto brasileiro diante da guerra comercial entre China e Estados Unidos.

Os prêmios pagos nos portos estão compensando a baixa do preço, em bushel. Embora os custos tenham aumentado, as condições ao Brasil ainda são favoráveis —avalia Gedeão Pereira, presidente da Farsul.

Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br - Publicado em 01/08/2018

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